terça-feira, 4 de junho de 2013

TIM é ação preferida nas Américas com celulares na classe C

Operadora tem recomendação média de analistas em 4,45, na escala em que 5 equivale a compra, 3 a manutenção e 1 a venda.


Marcel Salim/EXAME.com
TIM estreia no Novo Mercado da BM%26FBovespa
Na Bovespa: a TIM é a segunda maior operadora de telefonia móvel no país

São Paulo - A estratégia da TIM Participações SA de ter como alvo a população de baixa renda tornou a ação da empresa a preferida de analistas para o setor nas Américas.

A unidade brasileira da maior empresa de telefonia da Itália tem recomendação média de analistas em 4,45, na escala em que 5 equivale a compra, 3 a manutenção e 1 a venda, segundo dados compilados pela Bloomberg. A média para TIM é a maior entre as 40 maiores empresas de telefonia por receita nas Américas. Os segundo lugar na região é da Telefônica Brasil SA, com média 4,36, e o terceiro é da americana CenturyLink Inc., com 4,33.
TIM, segunda maior operadora de telefonia móvel no país depois da Vivo, unidade da Telefônica, está conseguindo ganhar fatia de mercado com vendas para clientes que não usam muito a Internet ou assistem vídeos em seus telefones, segundo Richard Dineen, analista do HSBC Holdings Plc.
“A Tim se concentrou mais em oferecer aos clientes serviço de voz e telefones baratos que são mais adequados a uso limitado de dados, como o acesso a redes sociais”, disse Dineen, que tem recomendação equivalente a compra para as ações da empresa, em entrevista por telefone de Nova York em 2 de julho. “Eles têm os aparelhos certos e o marketing certo. Eles prepararam o pacote certo de voz e dados.”

http://exame.abril.com.br/mercados/analises-de-acoes/noticias/tim-e-acao-preferida-nas-americas-com-celulares-para-classe-c

segunda-feira, 3 de junho de 2013

E a Classe C invadiu a Sala VIP do consumo

No ensaio a seguir, Marie-Oceáne Gazurek, autora do recém-lançado “Consumir para pertencer”, reflete sobre o mercado de luxo e diz que, se a elite não gosta, marcas como Prada e Tiffany agradecem o interesse da Classe C pelas “grifes posicionais”

Por Marie-Oceáne Gazurek
Meu interesse pelo estudo e o entendimento do consumidor de luxo brasileiro já vêm de algum tempo. No decorrer desses anos, enquanto eram inaugurados shoppings especializados no segmento e chegavam ao país marcas cada vez mais exclusivas, eu procurava entrevistar esses consumidores de difícil acesso. Ao mesmo tempo, a imprensa publicava inúmeras matérias sobre a ascensão da assim denominada classe C e seu novo poder aquisitivo. Representantes desta  “nova classe média” estampavam capas de revistas vestindo grifes outrora acessíveis somente a alguns “happy few”. Necessidade de exclusividade e crescimento do consumo das classes populares crescendo juntos... Uma coincidência? Não exatamente. A verdade é que uma parte substancial do crescimento do mercado de luxo precisa ser atribuída à emergência social da assim denominada classe C.

classec-luxo-artigo-350O que tem acontecido com esse segmento social, desde o Plano Real, é uma vertical migração de consumo. A Classe C tem deixado de se abastecer dos produtos e serviços que classicamente lhe eram dirigidos e passou a “invadir territórios” que antes eram ocupados pelos grupos sociais no topo da pirâmide. Suas conquistas sociais refletem, principalmente, maior poder de compra e de realização de desejos que há muitas décadas estavam recalcados. Tudo se passa como essas pessoas estivessem, numa linguagem bem banal, “tirando o atraso”.

Todos já deram as boas vindas a esse fantástico contingente de novos consumidores a caminho de suas realizações materiais. O próprio ciclo de crescimento e estabilidade de nossa economia tem dependido muito desse movimento, que alimenta o PIB. O que foi negado a eles durante muito tempo hoje está ao alcance de suas mãos, ou melhor, de sua renda. Seja à vista, seja em facilitadas e suaves parcelas, marcas outrora reservadas à elite hoje em dia são acessíveis para a chamada “nova classe média” e se constituem em verdadeiros passaportes para um grupo social superior. A abundância de crédito e redução de taxas de juros são parte de dessa mesma equação.

É lógico que, no horizonte, existem nuvens preocupantes ligadas ao endividamento descontrolado ou ao efeito dos solavancos internacionais. Mas, de qualquer maneira, o que temos visto até agora é uma renovada capacidade de consumo dessa classe C. Eles não estão se transformando em cidadãos plenos ainda porque a ascensão social não depende apenas de ter mais dinheiro no bolso, mas de um projeto mais amplo que envolve níveis educacionais mais alinhados com aquilo que o desenvolvimento permanente exigiria.

De qualquer maneira, a classe C tem penetrado em “jurisdições de consumo” para as quais ela nunca havia sido convidada antes. E aí é que nasce a ironia em relação ao mercado de luxo, pois não é sem estranhamento da parte das classes tradicionais que se dá a chegada desta classe a novas esferas de consumo.

O que eram produtos e serviços de acesso exclusivo dos grupos de elite começaram a ser comprados pela classe C. O que eram bens posicionais, na linguagem de Eduardo Gianetti, que serviam para marcar as diferenças de uma classe para outra, a reforçar a distinção, nas palavras de Bourdieu, perderam esse poder. Marcas que realmente marcavam diferenças sociais hoje são consumidas por segmentos populares. É comum escutarmos em corredores de shoppings que determinadas marcas democratizaram-se demais; “veja agora quem está usando!”.. Clubes de compras virtuais oferecem marcas por preços menores. São praias que foram democratizadas. Ao mesmo tempo, vejam como têm crescido o número de lounges exclusivos e espaços (virtuais ou não) exclusivíssimos onde os mais incomodados podem se exilar.

O que estamos vendo acontecer hoje já foi extensivamente tratado por vários estudiosos. E é o que Georg Simmel chamou de efeito trickle-down, que numa tradução livre podemos chamar de “bola de neve”: os segmentos mais afluentes abandonam o uso de certos produtos e marcas quando públicos menos diferenciados passam a consumi-los. E como as diferenças sociais são elementos estruturais em qualquer sociedade humana, o que os públicos mais afluentes fazem é recorrer a produtos, serviços e marcas enfim que reafirmem o traçado dos limites das classes. Marcas que sejam bens posicionais, de fato e maneiras de consumir que reforcem esta diferenciação.

Quanto do mercado de luxo é alimentado por esse movimento de uma nova necessidade diferenciação social é difícil dizer. Por irônico que possa parecer porém, Hermès, Prada, Mercedes-Benz, Tiffany etc têm muito que agradecer à ascensão classe C.


*Especialista em luxo e moda no Grupo Troiano de Branding

Uma nova classe média

Aumento da renda do brasileiro cria uma nova classe de consumidores e obriga empresas a se adaptarem à nova demanda
Em 2010, a Classe C foi responsável por injetar R$ 881,2 bilhões no mercado de consumo. Crédito: Cláudio Gonçalves/Folha Imagem
 
O mercado de trabalho aquecido ampliou a renda do trabalhador e fez surgir uma sociedade de consumo de massa, com uma nova classe média que consome R$ 881,2 bilhões anuais.
Em 2010, o rendimento médio foi 19% maior do que os R$ 1.252,48 registrados em 2003: R$ 1.490,61, combinado com um maior número de pessoas trabalhando na formalidade.
A nova classe média brasileira é formada por pessoas mais jovens, com um nível de escolaridade maior (e dispostas a aumentá-lo), mais exigente na hora de consumir e decidir onde investir o seu dinheiro e inserida no mercado de trabalho formal.
Para o consultor especializado em consumo das classes C e D, Renato Meirelles, mudou a maneira como este grupo vê o seu papel na sociedade. “A partir do momento que pode escolher qual supermercado vai, começa a entender também o porquê de o voto ser tão importante”, explica. “O fato de o Brasil ser uma democracia de voto obrigatório é o principal avalista que esse movimento do crescimento da classe média veio pra ficar: programas de distribuição de renda dão voto, o aumento do emprego formal dá voto e o processo de expansão de crédito também dá muito voto”, diz.
Na hora das compras, a diferença entre classes diminuiu em termos de qualidade. Na comparação de um carrinho de compras da classe A e um das classes C, D e E, a diversidade de tipos de mercadorias hoje é praticamente igual. Antes, os mais pobres se privavam de toda uma categoria de produtos, como alimentos industrializados, para poder chegar ao final do mês. “A classe C tem acesso aos mesmos produtos, talvez com uma freqüência de compra um pouco menor”, diz. E engana-se quem acredita que o desejo é ser igual à classe A. “Não acham inteligente pagar mais caro por um produto só porque é de uma marca bacana, se a qualidade é a mesma”, Renato Meirelles.
Para o sociólogo Rudá Ricci, ainda é cedo para prever alguma mudança no comportamento de quem há pouco tempo tinha dificuldades de fechar o orçamento do mês. “Este é um momento de transição. Há seis anos, percebemos que houve um aumento no volume de consumo, e não na sua qualidade. Mas, ao mesmo tempo, nos dois últimos anos, começamos a ver um investimento pesado em previdência privada, o que pode mostrar uma mudança de comportamento. É provável que na medida em que a nova classe C passe a adquirir outros bens, comece a viajar mais, também os padrões podem mudar e, dessa forma, as culturas e seus valores”, conclui.

A nova mulher da nova classe C

O crescimento econômico fez nascer
uma consumidora exigente e capaz
de expandir um mercado até então tímido



Thereza Venturoli



A paulistana Patricia de Amorim Rocha, a moça da foto na página ao lado, está com 36 anos, é casada e mãe de uma menina de 10 anos. Filha de imigrantes nordestinos, tem o ensino médio completo, mas já trabalhava informalmente desde os 11 anos de idade para complementar a parca renda familiar conseguida pela mãe, diarista, e pelo pai, operário da construção civil. Foi operária e funcionária do setor administrativo numa fábrica de brinquedos. Fez um curso de empreendedorismo e foi contratada por uma indústria de panelas. Desistiu do emprego de carteira assinada para montar uma sorveteria – que também se mostrou pouco rentável. Há cinco anos, enfim, desistiu de tudo para se dedicar à venda direta de cosméticos – atividade que lhe rende seis vezes mais que os empregos que já teve com carteira assinada.
Consultora de beleza, Patricia é responsável por 60% do dinheiro do lar. Ancorada no sucesso dela, a família trocou o fogão, comprou um computador com acesso à internet e estacionou na garagem um carro zero-quilômetro, comprado em 2008, em 24 prestações. "Prazo bem curtinho mesmo, que é para a gente não se meter em dívidas que não acabam mais", diz Patricia. O próximo passo é trocar o televisor e terminar de pagar as prestações da casa própria em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. "Lá teremos uma suíte para o casal", afirma Patricia. A filha, Jenifer, estuda em escola pública. A razão é, de novo, cuidado com os gastos: "A escola municipal é boa. Então deixamos para pagar uma escola particular quando ela avançar mais nos estudos". De planejamento em planejamento, Patricia tem certeza de que vai conseguir mais: cursar uma faculdade de economia, viajar nas férias e, um dia, quem sabe, fazer uma cirurgia plástica no abdômen.
Patricia, sorridente e despachada, vivíssima, poderia ser traduzida em números. Ela é uma legítima representante da nova mulher da nova classe média brasileira. Entre 2003 e 2008, cerca de 27 milhões de brasileiros das classes D e E subiram de patamar social e hoje compõem os 91 milhões de cidadãos da classe C. São filhos do crescimento econômico, da expansão de empregos e do fim da inflação, fenômenos recentíssimos no Brasil. As mulheres, indutoras de consumo, têm papel fundamental nesta sociedade que se expande. Segundo o instituto Data Popular, elas são 36 milhões, que, até o fim deste ano, terão movimentado 158 bilhões de reais, o equivalente a 30% da renda de todas as brasileiras. "Aberta às novidades tecnológicas, atenta à importância da educação e consciente de seu poder aquisitivo, essa mulher, que tem pela primeira vez algum dinheiro para gastar com itens não essenciais, preocupa-se em crescer profissionalmente, aumentar a renda e, assim, poder comprar mais, com cautela", diz Fábio Mariano, sociólogo especializado em comportamento do consumidor, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. "Com isso, está desenvolvendo um imenso mercado de consumo que segue regras próprias." As mulheres da classe C, ainda segundo o Data Popular, são também as que mais levam dinheiro para casa: contribuem, em média, com 41 reais a cada 100 reais da renda familiar. Na classe A, a participação feminina é de 25 reais a cada 100. Isso significa que nas funções que exigem menos preparo as mulheres ganham mais do que os homens – ao contrário do que ocorre nas camadas mais altas da pirâmide. Coerentemente, 30% das famílias de classe média são chefiadas por mulheres. Na classe A essa proporção é de 22%.
Com todo esse poder na bolsa, as emergentes representam mais de 50% dos clientes das farmácias, dos supermercados e das lojas de roupas. Para cada dez homens de classe média que fazem compras nos shoppings, há doze mulheres. Elas avançam, também, em tradicionais nichos de consumo masculino, como seguradoras e bancos: 62% das mulheres têm cartão de crédito, contra 59% dos homens da mesma classe social. Há quem aposte que, em dez anos, elas serão maioria absoluta entre os clientes nos estandes de vendas de apartamentos e nas concessionárias de automóveis. Alguma dúvida? O futuro parece uma longa estrada quando se acompanha com atenção uma outra estatística: dos 7,5 milhões de mulheres da classe C com idade entre 16 e 24 anos, 73% já ingressaram no mercado de trabalho. Outros 25% estão na faculdade ou de posse do canudo. Os filhos são importantes, mas a razão da existência vai além da prole: 36% das jovens ouvidas pela pesquisa citam como maior sonho a realização profissional. As cifras parecem refletir Patricia.


Paraíba é primeiro estado em vendas no comércio varejista

Estado teve variação positiva de 4,3%, enquanto que média nacional ficou em torno dos 1,4%, com Estados registrando quedas

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do comércio varejista em maio, em relação ao mês de abril de 2010, na Paraíba cresceram 4,3%. A média de crescimento no país ficou em 1,4%, colocando o Estado como destaque e em primeiro lugar dos estados que obtiveram uma variação positiva. O resultado indica uma retomada no ritmo de crescimento do volume das vendas, que, em abril, havia recuado 3,1% na comparação com março.

Entre as federações que ficaram após os registros da Paraíba estão o Maranhão (3,8%), Mato Grosso do sul (3,6%), Espírito Santo (2,6%) e Paraná (2,5%). As principais quedas ocorreram no Acre (-5,5%), Alagoas (-4,1%), Tocantins (-2,4%) e Amazonas (-1,2%).

No Estado, o setor do comércio varejista configura-se como o mais significativo com mais de 32 mil empresas, o que representa quase 50% do total, segundo dados apresentados pelo Sebrae Paraíba. Com a ascensão da classe C e o relativo aumento do poder de consumo da população, o índice nos últimos cinco anos cresceu 103% enquanto a média nacional foi de 95,5%. Sendo o setor o mais expressivo da Paraíba, especialistas concluem que parcela desse consumo irá diretamente para o setor varejista, o que demonstra uma fase de expansão e com a geração ainda de melhores resultados.
De acordo com a gestora do projeto de Comércio Varejista do Sebrae Paraíba, Alessandra Carvalho, as empresas do setor percebendo esse ambiente favorável vem cada vez mais mudando o perfil de atuação junto ao mercado. “O setor hoje encara algumas mudanças bem modernas, como a capacitação em gestão que até pouco tempo atrás era um ponto frágil, desenvolvimento de estratégias de marketing, aplcando inovações. Vale destacar também a formação de redes associativas, como é o caso da atuação do Sebrae, onde juntos essas micro e pequenas empresas são mais fortes. O benefício dessas ações reflete diretamente no consumidor que vem comprar mais.Tudo está interligado, o aumento do consumo, vendas e a melhora do setor”, comenta.
Setores- De acordo com o IBGE, seis das dez atividades pesquisadas apresentaram alta no volume de vendas, em maio, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal: material de construção (2,4%); combustíveis e lubrificantes (2,0%); livros, jornais, revistas e papelarias (1,7%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%), e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,3%).As quedas foram registradas nos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-0,3%), veículos e motos, partes e peças (-1,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,3%).
Na comparação com maio de 2009, na série sem ajuste sazonal, todas as atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas. Os destaques foram os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação positiva de 8,2%, e móveis e eletrodomésticos, com alta de 19,5%. Nesse último caso, o bom resultado pode ser atribuído às vendas de televisores relacionadas à Copa do Mundo, além da ampla oferta de crédito.
Dia deles- Amanhã, dia 16, é Comemorado o Dia do Comerciante e em homenagem a categoria será realizado no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, às 19h, o seminário gratuito ‘Varejo como potencial competitivo’. O evento será comandado pelo professor Ricardo Pastore que discutirá as mais novas informações para o setor trazidas do 99º Congresso de Varejo de Nova York. O seminário tem a realização Associação Comercial da Paraíba e apoio da CDL, Fecomercio, Femipe e Sebrae Paraíba. As inscrições são gratuitas e informações através do 2108-1100.

http://www.pbnoticias.com/index.php?categoryid=11&p2_articleid=3848